segunda-feira, junho 23, 2008

A ESCRITA DA HISTÓRIA DE ALCÁCER EM CONTEXTO ISLÂMICO:

Uma Questão de Metodologia.


Um anónimo questionou-nos porque razão temos privilegiado o estudo de Alcácer em contexto Almóada, que só durou 26 anos, em contraste com uma presença islâmica que teve início em meados de VIII?
Trata-se de uma questão interessante, que merece uma reflexão.
A questão posta desta forma, parece sugerir que para nós, os 26 anos de presença Almoada em Alcácer terão sido mais importantes que a restante presença islâmica de mais de 4 séculos, subdividida em Pré-emiral, Emiral, Califal, I Taifas, e Almorávida!
Queremos afirmar que para nós são muito importantes esses 449 anos de presença islâmica nesta cidade; - se tomarmos como referência o seu início em 711 (como referência) e o seu término em 1160 (1ª Conquista Portuguesa).
Ou seja, os 26 anos de presença Magrebina em Alcácer não são mais importantes que os 449 anos ulteriores. Todas as fases são fundamentais para compreender a História desta cidade.
Assim sendo, porque razão persiste esta produção historiográfica tão desigual, até este momento?
O que está em causa é unicamente uma questão de metodologia de trabalho, que efectua uma gestão e análise da documentação disponível, que chegou até aos nossos dias, tendo como base unicamente a cidade de Alcácer.
O que pretendemos não é escrever a História do Garb al-Andalus. O que procuramos é investigar a História de Alcácer e da sua região mais próxima, seja em que contexto for; - romano, bárbaro, islâmico, moderno, etc.
Sabemos que o desafio é complexo. Que falta um longo caminho a percorrer, seja ele no domínio da arqueologia ou da historiografia.
O que queremos evitar é tirar conclusões precipitadas e simplistas em relação a esta medina.
Tomemos como exemplo algumas das ideias básicas sobre Alcácer anteriores a 1993, anos em que em conjunto com João Carlos Faria e Cavaleiro Paixão começamos o nosso trabalho de investigação.
Na impossibilidade de referir todos os autores, vou só referir alguns.

Segundo José Garcia Domingues, escrito em 1960 (sic):[1]:

Al-Qasr Abu Danis – Al-Qasr al-Fath (Alcácer do Sal)
Alcácer, na zona da velha Salacia, teve na época dos árabes, os nomes de Al-Qasr Abu Danis e Al-Qasr Al-Fath (o Castelo de Abu Danis, o Castelo da Vitória)
Era conhecida pelo nome de Abu Danis, porquanto, no fim da revolta dos muladis, o Califa ´Abd Ar-Rahman III a entregou a um tal Yahia Ibn Abi Danis, ao mesmo tempo que entregava o castelo da montanha próxima a um irmão deste, ´Abd Allah Ibn ´Umar Ibn Abi Danis.
Mais tarde, a designação de Al-Fath parece ter provindo da memorável vitória que aí obteve o Califa almóada Ya´qub, que a arrancou aos portugueses.
Alcácer tinha os campos em volta cobertos de pinheiros. Nas suas terras havia muito gado e, consequentemente, carne e leite. Junto ao rio estavam activos os estaleiros. Era um centro comercial de primeira ordem.
Entre Alcácer e Lisboa ficavam dois castelos: o de Balmalla (Palmela) e o de Almada. Já então devia existir o castelo De Sesimbra, tomado por D. Afonso Henriques.

(Comentário – Tendo em conta o acesso que este historiador, ainda hoje importante, teve a obras de importantes autores muçulmanos medievais, poderia ter inserido mais dados, nomeadamente os elementos fornecidos por al-Idrisi, que não se encontram inseridos neste seu texto. O seu interesse parece concentrar-se em Lisboa, Santarém e Algarve. Lamentamos que ele não tenha dedicado parte da sua investigação a Alcácer, como fez para Lisboa, Silves, Loulé ou Tavira)

De 1960 e até à década de 80 do século passado, pouco ou nada foi escrito sobre Alcácer em contexto islâmico.
Em 1992, Santiago Macias[2] afirmava num texto sobre a evolução política no Ġarb al-Andalus, que Alcácer do Sal nunca terá sido sede de território autónomo, estando debaixo da influência de Lisboa , Beja ou de Évora.
Contudo, num texto mais recente, editado em 2007, referente à sua tese de doutoramento sobre Mértola,( Mértola, o último porto do Mediterrâneo) evolui as suas análises em relação a Alcácer:

- Considera Alcácer (p. 54, Vol I) uma cidade em contexto emiral, ao lado de Lisboa, Badajoz, Évora e Silves.
- Curiosamente, evita reflectir muito sobre Alcácer, privilegiando a análise do eixo, Silves, Beja Évora, Mértola, saltando por vezes até Lisboa e Santarém.
- Em relação a Alcácer (ob. Cit. P. 67), reconhece que esta cidade em contexto Waziri (SIC) “...na prática constitui a chave tanto para o vale do Sado, o rio de Alcácer, que conduz à Serra do Algarve e a Silves e para a vasta peneplanície de Beja e para o acesso a Sevilha”.
- Frisa que Alcácer do Sal é um território autónomo, entre Lisboa e Beja, que inclui a serra da Arrábida e Palmela no seu espaço, contudo prefere não adiantar muito mais. (Ob. Cit., p. 77).


Curiosamente, são alguns investigadores estrangeiros, aqueles que reconhecem a importância a Alcácer em contexto islâmico, nomeadamente:

- Adel Sidaros[3], Abdallah Khawli[4] e Christophe Picard[5].

Contudo, a persistência da ideia que Alcácer é uma fundação islâmica sobre um sítio abandonado podemos ler em alguns trabalhos de outros autores, que não se encontram actualizados em relação aos últimos contributos[6].

Até ao ano de 2000, a História dos 500 anos de presença islâmica em Alcácer resumiam-se a poucas páginas.
Em síntese, afirmava-se sempre as mesmas leituras que já vinham “grosso modo” do tempo de Alexandre Herculano (Século XIX), ou seja:

- Que estávamos perante uma fundação islâmica sobre um local abandonado. Que tinha sido fundada pelos Banū Danīs em finais do século IX. Em 997 serviu de base naval do Califado às ordens de Ibn Āmir para o ataque à Galiza. Frisava-se que nunca tinha sido sede de Taifa, mas reconhecia-se que era detentora de um território para efeitos administrativos. Depois saltava-se para 1158 ou 1160, ano da 1ª Conquista Portuguesa, 1191 para a recuperação islâmica e 1217 para a conquista definitiva.

Em 2004, com a publicação da nossa breve monografia sobre Alcácer Islâmica[7], o panorama começou a mudar.
Notamos neste momento, por parte de outros investigadores uma maior prudência em relação ao papel de al-Qaṣr, reconhecendo que esta medina foi centro de um território, sendo actor activo da evolução histórica no âmbito específico do Garb, mas também detentora de alguma projecção no Andalus.

Por estes motivos (a evolução desta medina islâmica, de actor meramente passivo, destituido de autonomia, para um papel de liderança no Garb), autoriza-nos a avançar com cuidado nas nossas análises, de forma a evitar conclusões precipitadas.
Por este motivo, achamos adequado em termos de metodologia, investigar os períodos que tem fornecido mais documentação, seja ela de natureza arqueológica ou historiográfica.
É esta a explicação pela nossa opção estratégica, pela Fase Almóada.
Outras fases ulteriores serão abordadas, desde que os elementos disponíveis sejam os adequados para uma análise histórica.
Em jeito de conclusão, desejamos que fique expresso que apesar de o Período Almóada ser interessante, vamos começar a abordar outras fases da História Islâmica desta cidade.
Se em contexto Almóada ou Almorávida, o nosso espaço preveligiado de análise encontra-se no Norte de África, em contexto Emiral e Califal, somos obrigados a olhar para o Próximo Oriente e para as estruturas Imperiais Bizantinas e Sassânidas.
Deste modo chegados a um interessante paradoxo em relação a Alcácer, nos primórdios da ocupação islâmica:
- Segundo os dados disponíveis, terá sido uma praça-forte de cultura árabe em território moçárabe, que se vai culturalmente (ao nível da elites) tornar-se Berbere Masmuda...
São estas as questões que temos que analisar.
Inexplicávelmente, a História de Alcácer em contexto islâmico tem estado na sombra, não recebendo muita atenção por parte de outros investigadores.
Actualmente o panorama começa a mudar. Começa a existir muita curiosidade sobre esta medina islâmica, que após a conquista definitiva, foi escolhida para Sede do Ramo Português da Ordem de Santiago.
Porque razão foi escolhida Alcácer em vez de Palmela, ou outra terra para sede, não sabemos mas podemos avançar algumas hipoteses. Talvez a chave esteja no pensamento deste apóstolo, analisado à luz da época. Como tenho referido mais que uma vez, a religião faz parte do quotidiano e em termos de metáfora"come à mesa". Por isso é fundamental ler o Corão (as suras, as escolas, etc) e a Biblia, para entender melhor este Periodo.
A titulo de exemplo, apresento de modo aleatório, dois pensamentos, um cristão e outro islâmico:
Tiago 4:14 - No entanto, não sabeis o que sucederá amanhã. O que é a vossa vida? Sois uma neblina que aparece por um pouco, e logo se desvanece.
Ibn ´Arabi (Tradução livre retirado da obra Futuhat) - "... a escrita é o abraço (damm) de uma ideia (ma´nà) com outra, o qual só se produz quando as ideias são depositadas em letras e palavras (...). O abraço entre as letras chama-se escrita. Se os esposos não se unem, não fazem amor (nikat), e fazer amor é escrita (wa-l-nikat kitaba). Todo o mundo é um livro escrito porque está ordenado em páginas que se unem umas com as outras, e as lombadas unem-se em todas as situações. Isto se complementa com a aparição perene de essencias, e não existe creador de nada até que ama crear essa coisa. Todo o que existe é por ter sido amado, e só os que terão amado existem..."
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[1] O Garb Extremo do Ândalus e “Bortuqal” nos Historiadores e Geógrafos Árabes, Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Junho-Dezembro, 1960 (In Portugal e o Al-Andalus nº 2, Estudos Árabes, p. 101, Ed. Hugin, 1997)
[2] Santiago Macias (1992). Resenha dos Factos Políticos. História de Portugal, dir. José Mattoso, Vol. I, coordenado por José Mattoso, Lisboa, Círculo dos Leitores, p. 417-429.
[3] (1988-1993)“Um texto árabe do século X relativo à nova fundação de Évora e aos movimentos muladi e berbere no Ocidente Peninsular, A Cidade de Évora, XLV-L/71-76, p. 7-37.
[4] Deve-se a este investigador, a renovação que estamos a fazer sobre a história de Alcácer em Contexto Islâmico. Khawli (2001). Le Garb al-Andalus à l´Époque dês Secondes Taifas (539-552/1144-1157), Revista Arqueologia Medieval Nº Actas do Colóquio “ Lisboa – Encruzilhada de Cristãos, Judeus e Muçulmanos “, 1997. Arqueologia Medieval, nº 7, p.23-35, Porto.
[5] Em relação a este investigador francês, notamos uma evolução em relação a Alcácer. De uma postura inicial de só aceitar uma leitura directa dos textos islâmicos, sugerindo que Alcácer tinha sido fundada pelos Banū Danīs em finais do século IX, em trabalhos mais recentes já aceita uma presença islâmica anterior, que poderá ser a continuação do povoado desde a Antiguidade Tardia, seguindo as nossas leituras, com base na arqueologia. Podemos referir os seguintes trabalhos: (2000) Le Portugal Musulman (VIII-XIII Siecle). Ed. Maisonneuve & Larose. E mais recentemente (2005) Le changement du paysage urbain dans de Gharb al-Andalus (X-XIIe siécle): Les signes d´une dynamique. Actas Muçulmanos e Cristãos entre o Tejo e o Douro (Sécs. VIII a XIII). Coordenação Mário Barroca e Isabel Cristina Fernandes.
[6] A titulo de exemplo. Alain Ducellier, Michel Kaplan e Bernadette Martin (1994) A Idade Média no Oriente. Ed. D. Quixote, p. 206. (SIC) “ ...Na Andaluzia, as cidades muçulmanas são as antigas urbes. As duas únicas verdadeiras fundações são Almeria, um arsenal no litoral Mediterrânico, e al-Qasr, voltada para o Atlântico.”
[7] CARVALHO, A Rafael; FARIA, João Carlos e FERREIRA, Marisol Aires, (2004) ALCÁCER DO SAL ISLÂMICA: Arqueologia e História de uma Medina do Garb al-Andalus (séculos VIII-XIII). Ed. C. M. Alcácer do Sal e IPM. A segunda edição encontra-se no prelo e sairá ainda este ano em data a anunciar.

6 comentários:

Anónimo disse...

Muito obrigado por ter sido esclarecido.

Gostaria de mais outro esclarecimento (espero não estar a ser chato):
Quando teve início o domíno dos almóadas no ocidente peninsular (actual território português)?
Quando é que terminou esse domínio, 1224 ou 1234?
Por último, consultei um site que me fez soltar uma valente gargalhada: (www.geneall.net/P/forum_msg.php?id=69233&fview=e) cujo título é: "Ascendência Árabe negada por espanhol".
Agradecia que me esclarecessem nos dois primeiros pontos, e que comentassem o referido (e cómico) site.

Continuem com este excelente bolg.

Antonio Rafael Carvalho disse...

Já estive a ver o referido site. Ele é como tudo na vida,ou seja, o site não é comico, tem boa e má informação, mas isso depende de quem escreve e da gestão da sua administração. Já conhecia o site e pela minha parte penso que ao terem inserido um texto polémico sobre a presença árabe em Cordova e a falta dela após a conquista, não deve ser vista tâo a preto e branco. Por vezes temos que ser "grosseiros a expor ideias" para ganhar visibilidade, ou motivar a discussão. Em relação ao texto, o autor, quer gostemos ou não, toca numa questão delicada (a substituição nuns casos e deminuição noutros de população após a conquista cristã), e vice-versa tambem aconteceu. Para simplificar as coisas, nós actualmente somos os herdeiros dos "conquistadores", mesclados com os muçulmanos que optaram por cá ficarem. Esqueceu-se foi de referir que a "osmose" entre conquistadores muçulmanos (arabes, berberes, persas, etc) e os Hispano-Romanos, foi um processo longo "que não parou por decreto político". Ou seja, muito dos cristão vindos do norte, tambem tiveram antepassado muçulmanos (por via directa, por povoamento ou indirecta, como escravos. Nalguns casos tornaram-se livres após a conversão ao cristianismo e constituiram familia. O que define geralmente os povos entre si, é a "criação" de um "colectivo", que começam a ter "rostos", que falam uma lingua que ganham autonomia pela diferença. Por isso é importante a investigação histórica. A ausência de memória colectiva, retira-nos legitiidade para defenirmos como somos, por oposição aos "outros", sejam eles os nossos familiares directos, os vizinhos do lado, dos concelho vizinhos ou em relação a outros paises. O tema é complexo e não fica respondido neste comentário.
Em relação aos Almoadas (que irei responder noutro dia), a sua presença no sul de Portugal não foi uniforme. Houve avanços e retrocessos, por isso temos que falar em "plural". O seu final tambem não é perceptível, mas isso tem a ver com a postura de gestão politica específica do islâo medieval. Na realidade o seu poder desintegra-se após 1212, mas como império muribundo, têm episódios de afirmação. Em Alcácer ele seja de facto em 1212, mas tacticamente é mantido pelos Banu Wazir de forma a continuarem governar a cidade de "forma legítima".

Anónimo disse...

Mais uma vez agradeço ter-me respondido.

Não leve a mal, Dr. Carvalho, mas talvez esteja a ser um pouco generoso para com o autor do texto a que me referi no meu último comentário, pois o senhor Cézar Vidal é citado num site de extrema-direita (cujo nome infelizmente já não me recordo) por forma a justificar as nobres(?) intenções das cruzadas.

Um último pedido:
E em Alcácer, o que acha que se passou em 1160, 1191 e 1217? Massacre, expulsão ou tolerância para com os vencidos?

Muito obrigado por me aturar, prometo que não o chateio mais.

ARC disse...

Desconheço quem é o autor e a sua conotação politica. É impossível conhecer todo os autores que escrevem neste país. Olhei por alto vários textos, só para analisar os conteudos. Mas tambem sei que nesse site escreve gente de esquerda que eu conheço. Como diz o adágio popular, uma andorinha não faz a Primavera.
estou a ver que gosta de me pôr questões complicadas! Na realidade, elas são legítimas, mas por sistema os investigadores tendem a fugir delas.
Responder a esta questão dava para defender uma tese de doutoramento, por isso vou responder em forma de telegrama, focando os aspectos que considero mais importantes:
1 - Deus come à mesa e os santos intervem no mundo dos homens, houvindo as suas preces. O destino a Deus pertence e as classes sociais são imutáveis. A guerra é ilegitima, mas só é tolerada se fôr um designio divino, sancionado pelo Califa, Ulemas ou pelo Papa.
O cerne da questão é esta - De uma forma geral, fazer guerra contra o infiel (seja na perpectiva que for - muçulmano, cristão, heregue ou pagão, é uma obrigação de ordem social. Por outro lado acreditava-se nessa altura que a verdadeira vida começava após a morte.
Temos que ter ciente que a guerra era mal vista, tanto da parte cristã como muçulmana e se ela acontecia, obedecia-se a um ritual e por fim o arbito era sempre Deus.
Para se fazer História da Idade média é fundamental conhecer pelo menos os dois Livros Sagrados, a Biblia e o Corão. Se não o fizermos, ficamos condenados a estudar unicamente fragmentos de cerâmicas, que ficam descontextualizados em termos de matriz cultural/psicológica.
Responder friamente à sua questão não é fazer História como a entendo que deve ser feita, mas emitir uma opinião pessoal sobre os factos, por isso não vou responder e peço compreenção por isso. Prefiro ir pelo "senso comum"!
Nós actualmente ao analisamos o que aconteceu (sejamos Historiadores ou não)parece-nos claro que se tratou de uma guerra, com percas de vidas humanas (de ambos os lados) e que nenhuma guerra é uma actividade autruista. Por outro lado, a guerra na Idade Média tambem tinha regras (por estranho que pareça), e quase sempre foi mal vista, por isso foi necessário encontrar uma "legalidade".
Para finalisar: - Desde cedo, os reis portugueses perceberam que os mouros cativos, debaixo da "protecção régia" representavam dinheiro em caixa. Existe uma tese de doutoramento sobre a comunidade modejar de Aragão que tem um titulo sujestivo, cujo sentido é este: Os Mujedares, o tesouro do Rei.
Ou seja, depois desta busca de legalidade e reflexão sobre a guerra que tambem foi efectuada pelos "sabios da época", a guerra tambem tinha uma vertente económica. Para os muçulmanos a guerra só era feita contra os inimigos da religião. A guerra entre muçulmanos era algo que os confundia, por isso deram-lhe o nome de Fitna, que significa: - Uma mulher muito bela, especial, tipo deusa (que provoca a discordia e a loucura entre os homens)

Anónimo disse...

Dr. Carvalho:

O texto a que me referi era o texto do site cujo título é "Ascendência Árabe negada por espanhol", Cézar Vidal é o tal espanhol. Portanto de maneira nenhuma me referia ao vosso site, ao qual tenho grande apreço.
Quando eu disse que o Dr. estava a ser um pouco generoso para com o senhor Cézar Vidal, não o disse com qualquer má intenção, apenas para lhe dar a conhecer o que encontrei a respeito dele.

Espero ter desfeito o mal-entendido.
Despeço-me desejando a melhor das sortes para este vosso site.

Até sempre.

João.

ARC disse...

Obrigado pela informação.