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segunda-feira, março 16, 2009

Aspectos do Taghr de Qasr al-Fath entre 1191, até pouco depois de 1196...



Quando se estuda uma medina islâmica tão complexa como Alcácer, que tambem se comporta como base naval para a "yhiade maritima" em contexto Almoada, é fundamental entender as funções que foram atribuidas ao seu território, ao longo dos séculos, décadas, anos ou se possível, até à escala de meses.
Para nascente, este território delimitava com as áreas de influência de Évora e Beja na região do Torrão-Alvito.
Para poente, a solidão do oceano, o branco agreste da serra da Arrábida e a pressão militar Portuguesa sediada em Lisboa após 1147. desde essa data e até 1217, a fronteira será sempre móvel, ao sabor das alianças, pactos, tréguas e espionagem.
É pois natural que a presença Tardo Islâmica para sobreviver, se torne invisível ao longo das falésias, escolhendo as suas atalaias em locais estratégicos, assim como em, lapas e grutas.
É este fragmento do Mediterranico banhado pelo Atlântico, que justifica a sua inclusão na área de influência de Alcácer e que a afasta de Lisboa. Mesmo nos dias de hoje, os pescadores locais queixam-se das dificuldades em atravassarem o Cabo Espichel.
O "Mar Alcacerense Islâmico" não se resumia só ao estuário do Sado, mas tinha uma outra faceta mais ampla, que se chamava, Baia do Âmbar=actual Baia de Setúbal. Esquecer isto, contribui para não entendermos a História de Alcácer.
Ao encontro desta leitura (que para nós poderá parecer estranha), temos a fundação da base militar de Alcácer em contexto Califal/século X e o relato de cruzados que afirmam no século XII, que após dobrarem o cabo Espichel, ficava o porto de Alcácer. (o resto da costa até Silves era quase paisagem...)