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segunda-feira, abril 07, 2008

Após as Primeiras Chuvas, a Necrópole dos Mártires fica assim!







Trata-se da vasta área exterior à intervenção em curso, que se desenvolve até ao Santuário do Senhor dos Mártires (Espaço Religiosos, transformado em Espaço Museológico, Centro de Peregrinação e Panteão de Mestres da Ordem de Santiago).

sábado, abril 05, 2008

Necrópole da Azinhaga do Sr. dos Mártires: Bibliografia

Segundo João Carlos Faria e Marisol Aires Ferreira (1985, Ob. C.)
ALARCÃO, Jorge e ALARCÃO, Adilia, 1963. Quatro pequenas Colecções de Vidros Romanos, RG LXXIII Nº3-4, p. 367-390.
ANTUNES, M. Telles 1983. Notícia explicativa da folha 39-C Alcácer do Sal. Carta Geológica de Portugal, 1/50 000, SGP.
BAPTISTA, J. C. 1896, Salacia, AP II s.I, p. 143-144.
BAPTISTA, João Maria, 1876, Concelho de Alcácer do Sal. "Chorographia Moderna do Reino de Portugal" IV, lisboa, p. 335-344
CASTRO, A. M. Simões de, 1876, Acta da Sessão de 28 de Maio de 1876, " O Instituto" XXIII Nº 1-6, p. 191-195.
CORREIA, Vergilio, 1928, O Dominio Romano, " História de Portugal" dirigida por Damião Peres, Vol.I, p. 215-290.
CORREIA, Vergilio, 1930, Alcácer do Sal. Esboço de uma Monografia, " Biblos" VI (1-2), p. 40-59 e "Obras" IV Estudos Arqueológicos, Coimbra, p. 127-150.
COSTA ARTHUR, M de Lourdes, 1953, Dos retratos romanos de Alcácer do Sal (Portugal), AEA XXVI, p. 404-407.
DIOGO, A. M. Dias, 1979, Alguns documentos e apontamentos para o estudo dos cultos orientais e da influência grega na Salacia Imperatoria, RHS nº 6, p. 83-84.
DIOGO, A. M. Dias, 1980, Marcas de Terra Sigillata Itálica em Portugal, GECA Lisboa.
DIOGO, A. M. Dias, 1980, Cerâmica romana de Alcácer do Sal - I. GECA, Lisboa.
ENCARNAÇÃO, José d´. 1984, Inscrições romanas do Conventus Pacensis (Subsídios para o estudo da romanização ), Dissertação de Doutoramento em Pré-História e Arqueologia apresentada à Faculdade de Letras de Coimbra, 2 Vols. Coimbra.
HUBNER, E., 1913, EE IX 7, Berlim.
PAIXÃO, António Cavaleiro, 1970, A necrópole do Sr. dos Mártires, novos elementos para o seu estudo, Tese de licenciatura, Lisboa.
PAIXÃO, António Cavaleiro, 1982, Necrópole da Azinhaga do Sr. dos Mártires - Época Romana, IA 2 (1979), p. 76-79.
PAIXÃO, António Cavaleiro, 1984, Intervenção de emergência na necrópole romana da Azinhaga do Senhor dos Mártires-Alcácer do Sal, IA 4 (1981), p. 165-169.
VASCONCELOS, José Leite de, 1914, Excursão archeológica à extremadura Transtagana-Alcácer do Sal, AP XIX s.I p. 300-308.
VIANA, Abel, 1948, Notas históricas, arqueológicas e etnográficas do Baixo Alentejo, AB V, p. 3-62.
VIEGAS, João Rosa, 1977, Inscrição funerária de Alcácer do Sal, Conimbriga, XVI, p. 89-91.
L´année Epigraphique - Révue des Publications Epigraphiques relatives à l´Antiquité Romaine, Paris

Necrópole Romana da Azinhaga do S. Mártires: Breve Nota

Apesar de ser um texto datado do século passado, mantêm a sua actualidade e merece ser divulgado. Uma cópia completa da Obra encontra-se à disposição dos interessados na Biblioteca Municipal de Alcácer (Fundo Local).
João Carlos Lázaro Faria e Marisol Aires Ferreira (1985). Subsidios para uma Carta Arqueológica do Concelho de Alcácer do Sal, (não está páginado) .
TOPÓNIMO - Azinhaga do Senhor dos Mártires
TIPO DE ESTAÇÃO OU MONUMENTO - Necrópole
CRONOLOGIA DA ESTAÇÃO OU MONUMENTO - Época Romana (séc. I a II d. C)
Coordenadas: x - 166,3 ; y -155,2
Os primeiros achados verificados nesta necrópole datam de 1876.
conforme nos dá conta Simões de Castro, " Appareceram tambem na necropole de Alcacer (...) lampadas, algumas das quaes com os nomes dos fabricantes (...) Acharam-se mais algumas moedas de cobre desde o principio do Império até aos Antoninos (...) De vidro, alguns vasos d´aquelles que denominaram lacrymatorios (...) Acharam-se tambem os fragmentos de uma caixa de marfim, representando em esculptura de baixo relevo o combate de cupido com um leão. Finalmente appareceu uma caixa de chumbo, que o sr. dr. Filippe Simões disse ter visto ainda cheia de ossos meio queimados (SIMÕES DE CASTRO, 1876 p. 193 e 194).
Vinte anos mais tarde, em 1896, J. C. Baptista referia que " A cem metros, pouco mais ou menos a norte do sítio onde em 1876 foi descoberta a necropole pre-romana, proximo da igreja da Senhora dos Martyres, ao proceder-se á plantação de uma vinha, e em propriedade do Exmo. Sr. Faria Gentil, appareceram muitos objectos da epocha romana, que mui succintamente vou indicar: - um asse; (...) uma urna cineraria do feitio de uma pia, de pedra broeira, tendo a tampa, num dos lados, dois pequenos orifícios; tres lucernas simples, sendo duas com dois buracos (...) e a outra, do feitio de uma tijelinha, com o competente bico para a torcida; outra lucerna, com figuras em relevo, estando esta partida em muitos pedaços; cinco vasos de vidro, dos chamados lacrimatorios (unguentarios), sendo um de bojo largo e outros de bojo estreito, e tendo estes o gargalo mais comprido do que aquelles; duas tijellas de barro, tendo asas uma d´ellas; um pedaço de barro chamado saguntino, com a seguinte marca (...) nove urnas de differentes tamanhos, da fórma das nossas panellas de barro, tendo umas asas e outras não (...) tres pedaços de marmore de monumentos, vendo-se num d´elles parte de uma inscripção (...). Os dois pedaços, bem mais pequenos do que aquelles, poucas letras contém " (BAPTISTA 1896, p. 143-144)
(Breve Actualização até 2008)
Os Trabalhos Arqueológicos efectuados na Azinhaga, por Ordem Cronológica:
1. Em 1970, António Cavaleiro Paixão, (p. 92), refere " Durante os trabalhos de alargamento e terraplanagem da Azinhaga do sr. dos Mártires (...) tinha sido posta a descoberto uma área de enterramentos romanos, quase todos de cremação (...) Entre o espólio aqui encontrado, aliás pouco abundante, poderemos mencionar a descoberta de algumas peças cerâmicas, entre as quais duas pequenas vasilhas de terra sigillata achados a pouca profundidade assim como uma ânfora romana muito fragmentada".
2. Em 1977, Viegas (p. 89-91) refere a destruição de urnas em terraplanagens efectuadas na Azinhaga dos mártires.
3. Encarnação (1984, p. 269 e 270) publica o estudo de dois fragmentos de inscrições aqui encontrados.
4. Após os alertas de Viegas em 1977, só em Setembro de 1978 e novamente em Setembro de 1980, tiveram lugar as primeiras escavações arqueológicas, que foram coordenadas por António Cavaleiro Paixão. estes trabalhos permitiram pela primeira vez a salvamento de numerosos materiais arqueológicos. Estes trabalhos permitiram datar a necrópole do Alto império, cronologicamente inserido entre os séculos I e II d. C.
5. A Terceira Campanha de Escavações Arqueológicas na Necrópole da Azinhaga dos Mártires, tem inicio em Fevereiro de 2008, após 28 anos de interrupção.
A actual campanha, ainda em curso, está a ser coordenada pelos Arqueólogos: - António Rafael Carvalho e Nathalie Antunes-Ferreira.

quarta-feira, abril 02, 2008

Escavação em Espaço Funerário: Um Trabalho Minucioso por Natureza

Neste caso, estamos perante a escavação dos fragmentos in situ, de uma Urna funerária romana, pela Dr.ª Nathalie Antunes-Ferreira.

terça-feira, abril 01, 2008

Os novos visitantes da Azinhaga, no dia de hoje



Os nossos visitantes habituais na Azinhaga dos Mártires



Aula de Antropologia , pela Dr.ª Nathalie Antunes-Ferreira, na Azinhaga dos Mártires

Hoje, 1 de Abril, foi curiosamente o dia mais movimentado na necrópole romana da Azinhaga, até ao momento: - Desde a reunião de Trabalho com a tutela (IGESPAR/Direcção Regional de Cultura do Alentejo) até ao apoio à comunidade Escolar de Alcácer (regressada de Férias).

Como sempre, procuramos explicar os trabalhos em cursos a quem nos visita. Desta vez, preveligiamos a análise da necrópole, na perspectiva da antropologia.

Ou seja: - Apesar de calcinados, fragmentados, alterados por acção térmica, após séculos depositados na areia ou inseridos no interior de "urnas cerâmicas", os ossos contêm informação preciosa que nos permite reconstruir aspectos da "biologia" dos alcacerenses em contexto romano.

Se a arqueologia permite datar, recuperar os rituais, "ler" a "arquitectura da necrópole", em termos espaciais em função de diacronias e sincronias, a Antropologia, permite " ler o possível de cada indivíduo", por vezes a idade, às vezes o sexo, as doenças e as marcas da alimentação, etc.

terça-feira, março 18, 2008

Salacia: Uma Hipotese sobre o Espaço Urbano









Trata-se de um esboço em 3D que inseri no Google Earth, para uso particular (não se encontra disponível em versão partilhada).

Para se compreender a malha urbana em contextos ulteriores, é necessário começar a desenhar e dar forma aos edifícios. A escala natural não ajuda, por isso temos que exagerar.
A localização do teatro é unicamente uma hipotese de trabalho, com base nos elementos identificados no espaço envolvente e cartografia do século passado. Em relação ao forum, o que interessa é o volume do complexo monumental. A reconstituição ainda é prematura, tendo em conta a escassa área escavada.

A Necrópole da Azinhaga do Senhor dos Martires.

Um problema inesperado identificado no decurso dos trabalhos arqueológicos na necrópole é esta estar infestada de toupeiras. Todos os dias de manhã, o panorama é este.

A urna do dia.
Pela dimensão da urna, é provável que contenha as cinzas de um jovem

Aspecto geral da área aberta ,voltada a norte.

Um sector bastante interessante da necrópole.
Sistema de drenagem?

segunda-feira, março 17, 2008

Na Azinhaga dos Mártires



A escavação arqueológica continua a bom ritmo e hoje surgiram novas urnas funerárias.

terça-feira, março 11, 2008

Alguns Frescos do Palácio do Imperador Augusto: Roma








No início era assim que estavam alguns compartimentos e frescos. Após 50 anos de trabalho de restauro, o resultado pode ser consultado na internet. Quem puder ir até Roma, não pode perder este novo espaço museológico (no Palatino), que abriu ao público ontem, dia 10 de Março.
ARCHEOLOGIA. A Casa di Augusto (07.03.2008). Dal 10 marzo 2008 apre sul Palatino la reggia del primo imperatore di Roma, insieme dimora privata e palazzo pubblico. Con ambienti affrescati che sono il maggior complesso della pittura di II stile piena di colori sfolgoranti e decorazioni tridimensionali di GOFFREDO SILVESTRI / LE IMMAGINI =

(Fonte das Fotos: La Repubblica. Palatino, le sale mai viste della casa di Augusto.Sono quattro, hanno splendidi affreschi e si trovano nell'ala est dell'abitazione dell'imperatore romano. Saranno aperte per la prima volta al pubblico il marzo [2008]. =


O Imperador Augusto (27a.C a 14 d. C), dá início à Dinastia dos Júlio-Cláudios.
Entre 27 e 19 a. C - Coordena a conquista do Noroeste da Hispânia.
Em 23 a. C, recebe o poder tribunício.
Entre os anos 13 e 9 a. C, lidera campanhas militares na Panónia (actual Hungria) e na Germânia (Alemanha). Assume o pontificado máximo e a consagração da Ara Pacis Augustae.
Tibério recebe, em conjunto com Augusto, o Imperium Consulare.
No ano 14 d. C, no dia 19 de agosto, morre em Nola.
(A Necrópole da Azinhaga dos Mártires é coeva desta fase, contudo perdurará no século seguinte)

quarta-feira, março 05, 2008

Diálogo " prático," entre a Arqueologia e a Escola



Elevada concentração no desenho.
Os resultados foram bons para uma primeira abordagem a esta técnica de registo.





Introdução à Arqueologia por um grupo de estudantes da secundária de Alcácer:
Neste caso, ao desenho arqueológico de campo.




Reunião de trabalho com os arqueólogos Samuel Melro e Manuela de Deus ( IGESPAR)


Ponto de situação actual, nos trabalhos arqueólogos na Azinhaga dos Mártires




A Urna romana do dia, em fase de escavação.

terça-feira, março 04, 2008

Hoje na Azinhaga dos Mártires

Trabalho de Topografia

Abertura de novas frentes de trabalho, porque a necrópole romana continua...

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Necropole da Azinhaga do S. Martires: Ao 3 dia de Escavação...









Neste terceiro dia de escavação arqueológica na necropole romana, identificamos um conjunto de fragmentos de peças cerâmicas, associadas a rituais romanos que aqui tiveram lugar, entre o século I e o II d. Cristo.
As necropoles sempre foram espaços sagrados, onde a intimidade das crenças tem que ser verdadeira, porque se sabia que não existia alternativa para alem da morte.
A documentação arqueológica não se resume só às peças exumadas, é necessário saber ler a "arquitectura do espaço funerário", muitas vezes constituido por manchas de areia de várias cores, cerâmica aparentemente dispersa ou associada. Por isso é fundamental os trabalhos em cursos, que nos permitem olhar fragmentos de um quotidiano de à 2 000 anos em Alcácer, quando esta tinha nome de Deusa, num tempo que parecia suspenso, inserida num imperio, governado por um imperador venerado como um deus.
Os trabalhos em curso tem tido as visitas habituais de professores e dos jovens estudantes da secundária de Alcácer, que desta vez expressaram a sua surpresa em relação aos achados. Hoje contamos com a presença da Srª Vereadora da Cultura e da sua Assesora que quizeram ver in loco as ultimas descobertas, fragmentos cerâmicos depositados segundo determinados rituais e que só hoje, após quase 2000 anos foram descobertas.