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terça-feira, janeiro 13, 2009

1º Encontro de Arqueologia e História de Alcácer do Sal

Caros Alcacerenses, Torranenses e Colegas.
Está a programar-se, para os dias 22, 23 e 24 de Maio, a realização do 1º Encontro de Arqueologia e História de Alcácer do Sal, singelo mas bem sentido tributo a João Carlos Lázaro Faria, que mui precocemente nos deixou.
Como se escreveu em anterior mensagem, «o volume da nova documentação arqueológica exumada tem permitido o renovar do estudo desta importante urbe, que, dominando o rio Sado, logrou, com a sua sabedoria de séculos, efectuar um casamento perfeito entre civilizações e recursos económicos».
E acrescentava-se: «Alcácer do Sal deteve sempre um papel indiscutível na história da Arqueologia portuguesa. Durante décadas, a actividade arqueológica neste concelho teve a colaboração de investigadores de renome nacional e internacional».
Fórum de debate e actualização da investigação efectuada na região, a iniciativa marca também o 1º aniversário da inauguração da Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, onde convivem achados com mais de 2500 anos de intervalo entre si, e pretende ser, como se disse, homenagem ao Mestre João Faria, que dinamizou a recuperação das ruínas e a conversão da cripta para o turismo.
O programa incluirá, além das comunicações e de uma recriação histórica, a visita a sítios paradigmáticos do concelho: a vila do Torrão (Museu Etnográfico, Monte da Tumba…), a referida Cripta, a villa romana de Santa Catarina de Sítimos.
Os interessados em participar e em apresentar comunicação deverão contactar, para o efeito, a Dra. Marisol Ferreira, através do e-mail marisol-ferreira@sapo.pt

segunda-feira, janeiro 12, 2009

História e Património de Alcácer do Sal, no programa A Alma e a Gente

No passado mês de Dezembro, José Hermano Saraiva este em Alcácer do Sal em trabalho de filmagens que contou com o apoio do Município.
Para quem não pode assistir, pode agora ver o documentário que foi emitido na RTP 2

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23320&idpod=21006&formato=flv&pag=recentes&escolha

sexta-feira, dezembro 19, 2008

A GEOGRAFIA CONVENTUAL ALCACERENSE:




Elementos para uma História Eclesiástica do Município de Alcácer do Sal. [1]

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1. Introdução

Alguns aspectos referentes à História Eclesiástica de Alcácer, têm sido abordados por vários autores, desde meados do século XVII até à actualidade.
Não pretendemos expor neste estudo uma análise crítica e detalhada dessa produção “Historiográfica”, por isso iremos referir alguns aspectos que achamos mais adequados para o presente efeito:

- Apesar do défice Historiográfico sobre Alcácer, actualmente ainda patente, verificamos que desde o Período Filipino e num contexto mais global, que procurava definir a especificidade da realidade Politica e Cultural Portuguesa dentro da Superstrutura Imperial Espanhola, houve um interesse/necessidade em registar o que se sabia.




Alguns cronistas efectuaram o registo do que se conhecia sobre Alcácer, tendo consciência de que em alguns casos, estavam perante lendas cheias de fantasia.
Entra neste âmbito, os relatos relacionados com a fundação mítica de Salacia Vrbs Imperatoria, onde são referidos o rei pagão Tubal, a ninfa Salacia, Neptuno e uma corte de deuses pagãos e orlas de bárbaros vindos quase sempre do Norte de Africa.
A presença islâmica era sempre assinalada como um Período Grotesco e Obscuro da Villa que só seria purificada após a conquista definitiva de 1217 e a instalação da poderosa Ordem de Santiago.
No século XVIII, com as Memórias Paroquiais, procurava-se obter um retrato actualizado de cada freguesia do país e os dados obtidos, fornecem actualmente, elementos importantes que nos permitem efectuar uma leitura interessante da época.
No decurso dos séculos XVII, XVIII e XIX, foram publicadas algumas Crónicas sobre Ordens Religiosas, Conventos e Dicionários Bibliográficos, que de forma directa ou indirecta nos permitem obter novos elementos interessantes sobre Alcácer.
A primeira Monografia Histórica de Alcácer foi efectuada por Virgílio Correia e publicada em 1972.
[2]
Nesse estudo, que ainda nos dias de hoje continua nalguns capítulos válida, foi efectuada a primeira abordagem à História Eclesiástica Alcacerense, segundo o que era defendido na época. Infelizmente para o Torrão nada terá sido efectuado.
Apesar do trabalho precoce de Virgílio Correia, e de outros investigadores, como Abel Viana, a produção Historiográfica Alcacerense foi praticamente nula até pouco depois do 25 de Abril de 1974.
Na década de 80 e 90 do século passado, Fernando Gomes e João Carlos Faria dão inicio à actual produção Historiográfica Alcacerense.
As Igrejas e os Conventos serão objecto de estudos e actualizações e os resultados são divulgados regularmente na imprensa local e em documentação da autarquia.
Em 2000, Maria Teresa L. Pereira publica a primeira monografia sobre Alcácer em contexto Medieval Cristão.
Apesar dos importantes contributos efectuados até ao momento, ainda continuamos a saber muito pouco sobre a “História” de cada espaço religioso deste município.
Se para Alcácer os elementos são escassos, em relação ao Torrão e às aldeias o panorama é obscuro.
Naturalmente que este estudo não vai colmatar este défice, mas esperamos contribuir mais um pouco para o conhecimento desta importante componente da nossa história colectiva.

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2. O Sagrado como Elemento Estruturante do Território.

Apesar da presença humana encontrar-se documentada no municio alcacerense desde o Mesolítico, admitimos que terá existido presença humana neste território, desde o Paleolítico.
As manifestações do sagrado e sobrenatural, ligados aos ciclos da natureza, têm acompanhado as comunidades humanas desde essa altura, apesar de em termos de vestígios arqueológicos os dados serem escassos ou pouco claros.
Poderemos ler os enterramentos humanos de cronologia mesolítica exumados em alguns concheiros do vale do Sado, como manifestações e rituais de natureza religiosa.
O tema é vasto e o âmbito cronológico abrange milénios de crenças e costumes, que se revelam estranhos aos nossos olhos, mas que estruturaram esses quotidianos.
O presente estudo é mais modesto e procura abordar aspectos ligados aos espaços conventuais de génese cristã, erguidos no município de Alcácer após a 1ª Conquista, em 1160.
Mesmo nos dias de hoje, onde se preveligiam as novas tecnologias, algum desse legado continua a fazer parte do nosso quotidiano e entra-nos em casa, de uma forma informal.
Poderemos mencionar os feriados religiosos, a devoção existente ao Senhor dos Mártires, à ermida de Nª Sª do Bom Sucesso do Torrão, aos Santos Populares, o sino da Igreja de Santiago que ecoa na cidade em determinadas horas, definindo os seus ritmos ou então referir o nome de algumas freguesias deste concelho
[3] e terminando na paisagem envolvente de Alcácer ou do Torrão, coroada de ermidas e lendas.

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3. Para uma História Eclesiástica Local

Entendemos esta História Eclesiástica, como o estudo da presença cristã neste território, desde o Período Romano até aos nossos dias, procurando efectuar o registo e análise das manifestações a ela ligada, desde os aspectos sagrados, económicos ou políticos.
Em termos globais poderemos dividir esta Historia em três Partes:

- A Primeira Etapa (Cristianismo Primitivo), corresponde à chegada e implantação do cristianismo em contexto Romano, terminando com a conquista islâmica.
- A segunda Fase (Moçarabe) corresponderá à presença de crentes da fé cristã, na sua adaptação e eventual sobrevivência durante a Presença Islâmica em Alcácer.
- A Terceira e Ultima Fase que chega aos nossos dias, teve início com a primeira consagração da mesquita islâmica de Alcácer em 1160 e a instalação da Ordem de Santiago.


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4. A Geografia Conventual
4.1. Algumas Questões em Aberto.

Em termos estritamente documentais, o primeiro convento cristão erguido neste território ocorreu após a conquista definitiva de Alcácer, em 1217.
Desconhecemos se terá existido algum espaço conventual cristão anterior, em contexto Tardo Romano ou Islâmico.
A chegada do Cristianismo a este território do Baixo Sado
[4], terá ocorrido em data ainda indeterminada, provavelmente entre o II e o III século d. C.
Nessa época, as novidades e a evangelização decorrentes desta religião do Próximo Oriente ainda em fase de consolidação, circulavam ao longo do Império Romano, preferencialmente por via marítima.
São escassos e confusos os dados actualmente disponíveis sobre as primeiras comunidades cristãs existentes na Hispânia antes e depois do século III.
[5]
Nos séculos seguintes, o cristianismo consolida-se, tendo sido determinantes para esse efeito, o Edito de Milão, em 313 d. C, emitido em nome de Constantino, concedendo liberdade religiosa e anos depois em 395, a proclamação oficial por Teodósio, que determina a religião cristã como culto oficial do Império Romano.
Infelizmente não temos nenhum documento que defina de forma clara a divisão eclesiástica Tardo Romana e a sua evolução até à conquista romana nesta região meridional da Província da Lusitania.
A presença cristã nesta região, é testemunhada em contexto Tardo Antigo, pela existência de vestígios dispersos identificados em Alcácer e no Torrão, testemunhos da existência de igrejas associadas a normativas, cuja hierarquia, autonomia e jurisdição continuamos a desconhecer.
Localizada entre três sedes de bispado, segundo a maioria dos autores, Alcácer estaria incluída no território do Bispado de Évora.
Se nos parece claro a existência de algumas igrejas
[6], que definiriam áreas específicas de jurisdição eclesiástica, continuamos a desconhecer se terá existido algum convento ou estrutura eclesiástica similar?[7]
O castelo de Palmela parece-nos um local adequado para ter tido um espaço conventual em contexto Tardo Antigo, mas face ao exposto, teremos que admitir em termos documentais que o primeiro convento a ser fundado em Alcácer foi da iniciativa Espatária, erguido sobre a alcáçova islâmica.
Admitimos que o “convento” que transformou a alcáçova islâmica em espaço privativo da Ordem, terá tido “fundado” pouco depois de 1186, após a primeira concessão por D. Sancho I de Alcácer aos Espatários, como compensação pela perca de Almada, que sai do domínio da Ordem para voltar de novo para a jurisdição régia.
[8]
Deste modo, garantia-se a consistência jurídica à normativa[9] seguida pelos “Cavaleiros de Alcácer”, como são designados em documentação dos séculos XII e XIII.
Em 1191 Alcácer é conquistada pelos almóadas. Após a conquista definitiva de 1217, D. Afonso II confirma a posse de Alcácer à Ordem de Santiago, que a designa de novo para sede do ramo Português.

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4.2. As Etapas da Implantação Conventual no Município

A presença conventual em Alcácer e no Torrão pode-se dividir grosso modo em duas Fases:

-As fundações que tiveram lugar antes e depois do Concilio de Trento, realizado de 1545 a 1563, convocado pelo Papa Paulo III.


- Antes desse concilio, temos o registo da fundação do Convento Sede da Ordem de Santiago e séculos depois, a criação do convento de Santo António de Alcácer.

O primeiro, foi erguido no interior do Castelo de Alcácer, logo após a conquista definitiva de Alcácer.
Durante pouco mais de 300 anos, de 1218 a 1524, foi o único espaço conventual existente em território alcacerense.
No século XVI, a Ordem de Santiago estava em profunda transformação e D. João III vai assumir-se como Mestre. A Ordem de Santiago já pouco pode fazer para impedir que outras ordens monásticas solicitem autorização régia para fundarem conventos na sua área de jurisdição.
Deste modo é criado em 1524, por iniciativa de Dona Violante Henriques, o convento franciscano de Santo António, localizado no “Rossio Alto” e que num relato do século XVII ainda é referido como estando fora da villa de Alcácer. Será adoçado à igreja conventual, por determinação de Dom Pedro Mascarenhas, a capela dedicada às 11 000 virgens
[10] que se transformará em panteão privado e importante centro de peregrinação e devoção do povo, recebendo para o efeito algumas Bulas Papais.
No decurso do Concilio de Trento e após o seu término, foram fundados os restantes três conventos que chegaram até hoje:

- Convento de Nossa Senhora de Aracaelli de Alcácer, o Convento de Nossa Senhora da Graça do Torrão e por fim o Convento de S. Francisco do Torrão.

O Convento de Nossa Senhora de Aracaelli, nasceu da iniciativa de Rui Salema, com base na doação que o rei D. Sebastião faz às clarissas dos antigos paços da Ordem, numa altura em que a sede já estava instalada no castelo de Palmela.
Praticamente na mesma altura, segunda metade do século XVI e com autorização de D. Sebastião, é criado o Convento de Nossa Senhora da Graça do Torrão, sobre uma capela de orago a Santa Marta e casas anexas, habitadas até então por religiosas e jovens do Torrão e referida em inícios do século XVI.
No início do século XVII, em 1606, no reinado de Filipe II, é por fim criado o Convento de São Francisco do Torrão.
Com base na análise da obra de Jorge Cardoso, publicada entre 1652 e 1744, o
Agiológio Lusitano, verificamos que o espaço conventual que forneceu o maior número de pessoas santas ou virtuosas, corresponde ao Convento de Nossa senhora da Graça. Logo a seguir aparece o Convento de Nossa Senhora de Aracaelli de Alcácer.
Existem algumas referências ao Convento de Santo António de Alcácer, mas em relação ao Convento de São Francisco do Torrão, o silêncio documental é quase absoluto.
Estas e outras questões, ligadas à Historia de cada casa monástica, serão abordadas em trabalhos futuros.

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Bibliografia

Fontes impressas

(1979) Documentos de D. Sancho I (1174-1211) Vol I. Transcrição de Rui de Azevedo, P. Avelino de Jesus da Costa e Marcelino Pereira.

CARDOSO, Jorge (1652) Agiológio Lusitano dos Sanctos, e Varoens illustres em virtude do Reino de Portugal e suas conquistas, Vol I, Of. Craesbeeckiana. Lisboa (PDF – Site da Biblioteca Nacional)

CARDOSO, Jorge (1657) Agiológio Lusitano dos Sanctos, e Varoens illustres em virtude do Reino de Portugal e suas conquistas, Vol II, Of. Henrique Valente de Oliveira. Lisboa. (PDF – Site da Biblioteca Nacional)

CARDOSO, Jorge (1666) Agiológio Lusitano dos Sanctos, e Varoens illustres em virtude do Reino de Portugal e suas conquistas, Vol III, Of. António Craesbeeck de Melo. Lisboa.. (PDF – Site da Biblioteca Nacional)

CARDOSO, Jorge (1744) Agiológio Lusitano dos Sanctos, e Varoens illustres em virtude do Reino de Portugal e suas conquistas, Vol IV, Sylviana. Lisboa. (PDF – Site da Biblioteca Nacional)

CARDOSO, P. Luís (C. Or.) (1747-1751) Dicionário Geográfico. Régia Oficina Silviana e da Academia Real, 2 vols., Lisboa. (PDF – Site da Biblioteca Nacional)

CASTRO, João Baptista de (1762-1763) Mappa de Portugal Antigo e Moderno. 3 Vols. Lisboa. (PDF – Site da Biblioteca Nacional)
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Estudos

BARBOSA, Isabel Maria de Carvalho Lago (1998). A Ordem de Santiago em Portugal nos Finais da Idade Média. (Normativa e Prática). Militarium Ordinum Analecta, nº 2, p. 93-327.

CARVALHO, A Rafael (2006) A REPRESENTAÇÃO ICONOGRÁFICA DO SENHOR DOS MÁRTIRES E ALCÁCER DO SAL NO SÉCULO XIII. Neptuno, nº 8, página 6-9 ADPA.

CARVALHO, A Rafael (2007) AL QASR: A Alcácer do Sal Islâmica. Roteiro – Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Edição IGESPAR , p. 43-56.

CARVALHO, A Rafael (2007) ALCÁCER: Alcácer do Sal Medieval e Cristã. Roteiro – Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal. Edição IGESPAR, p. 57-68.

CARVALHO, A Rafael; FARIA, João Carlos e FERREIRA, Marisol Aires (2008). (Al-Qasr) Alcácer do Sal Arqueologia e História de uma Madīna do Ġarb al-Andalus (Séculos VIII-XIII) Ed. C. M. Alcácer do Sal

CORREIA, Virgílio (1972). Alcácer do Sal (esboço de uma Monografia). Obras, vol. IV, Estudos Arqueológicos, p. 127-200.

CUNHA, Mário Raul de Sousa, 1991. A Ordem Militar de Santiago (das Origens a 1327), Dissertação de Mestrado, apresentado à Faculdade de Letras do Porto. (policopiado)

FARIA, João Carlos (1988). Igreja e Convento de Santo António e Capela das Onze Mil Virgens. Voz do Sado, Ano XXVIII – Nº 326, p. 5.

PAIXÃO, A Cavaleiro; FARIA, J. Carlos e CARVALHO, A Rafael. (1994) O CASTELO DE ALCÁCER DO SAL: Um projecto de Arqueologia Urbana. Actas do II Encontro de Arqueologia Urbana/ Braga, pp. 215-264.

PAIXÃO, A Cavaleiro; FARIA, J: Carlos e CARVALHO, A Rafael. (2001) CONTRIBUTO PARA O ESTUDO DA OCUPAÇÃO MUÇULMANA NO CASTELO DE ALCÁCER DO SAL: O Convento de Aracoelli. Actas do Colóquio “ Lisboa – Encruzilhada de Cristãos, Judeus e Muçulmanos “, 1997. Arqueologia Medieval Nº 7, pp. 197-209.

PEREIRA, Maria Teresa Lopes (2000). Alcácer do Sal na Idade Média. Ed. Colibri e Câmara Municipal de Alcácer do Sal.

SOUSA, Ivo Carneiro de (2002) A Rainha D. Leonor (1458-1525): Poder, Misericórdia, Religiosidade e Espiritualidade no Portugal do Renascimento, Textos Universitários de Ciências Sociais e Humanas.
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[1] Versão on-line do artigo que será publicado no NEPTUNO nº 15 (2008)
[2] Deve-se a este investigador um conjunto de estudos que pela primeira vez abordaram em termos monográficos alguns monumentos alcacerenses, caso da Igreja de Santa Maria do Castelo (1924) e do Senhor dos Mártires (1924)
[3] Freguesias de Santa Maria do Castelo, Santiago, Santa Susana e São Martinho.
[4] Considerado na época como um dos locais mais a Ocidente, onde terminava o Mundo e começava o Desconhecido.
[5] No século III ocorreu em Elvira, (Sul de Espanha/Bética) o primeiro concilio de que temos conhecimento.
[6] Caso de Tróia, Alcácer e Torrão.
[7] Existia a tradição de existir um “convento” em Odivelas, referido em 1186 No Torrão e se dermos crédito a um antigo topónimo, terá existido um “convento velho” no local da ermida de Nª Sª do Bom Sucesso.
[8] BARBOSA, (1998). A Ordem de Santiago em Portugal nos Finais da Idade Média. (Normativa e Prática). Militarium Ordinum Analecta, nº 2, p.114.
[9] A Ordem de Santiago, reconhecida pelo Papa Alexandre III, na Bula Benedictus Dei, entrou em Portugal no reinado de D. Afonso Henriques, que em 1172 lhes entrega a vila de arruda e Almada. Segundo a documentação da Ordem, esta terá tido inicio em Cáceres, quando (sic, Ob cit, 1998, p. 115) “…os seus primeiros membros terão sido cavaleiros que, após abandonarem a vida de depravação em que viviam, se reuniram sob a cruz e as insígnias do Apóstolo Santiago, com o fim de defender a Igreja e vencer os muçulmanos”.Segundo uma tradição, já em 1175 a os Espatários comportavam cavaleiros e clérigos. Adaptaram a Regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho. (Ob. Cit, p. 115)
[10] Uma das jóias do renascimento português e obra do arquitecto António Rodrigues, que segundo alguns investigadores seria natural de Alcácer do Sal.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Mais uma vez, José Hermano Saraiva esteve em Alcácer em Filmagens

José Hermano Saraiva esteve esta quinta-feira dia 11 de Dezembro, em Alcácer do Sal para filmar um programa da série “A alma e a gente”, que teve como palcos, a Cripta Arqueológica e a Pousada do Castelo de Alcácer do Sal, a capela Renascentista das Onze Mil Virgens, o Santuário do Senhor dos Mártires e outros monumentos e zonas de interesse da cidade.
O programa passa no canal 2 da RTP, no dia 11 de Janeiro, pelas 19h30, sendo repetido diversas vezes nessa mesma semana.
Contava encontrar o Dr. João Carlos Faria no decurso das filmagens como era habitual.
Ficou chocado em saber do seu desaparecimento, por isso é provável que ele seja recordado neste novo documentário sobre Alcácer.

Fonte:

Manoel de Oliveira em Filmagens em Alcácer do Sal



A equipa do centenário realizador Manoel de Oliveira esteve em Alcácer do Sal na passada quarta-feira, dia 10 de Dezembro, a captar imagens para o mais recente trabalho do cineasta, “Singularidades de uma rapariga loura”.

sexta-feira, novembro 28, 2008

12 Feira do Livro de Alcácer do Sal


A Biblioteca Municipal de Alcácer do Sal recebe a partir de sexta-feira cerca de duas dezenas de editoras e milhares de livros com descontos entre 10 e 30 por cento em mais uma Feira do Livro de Alcácer do Sal.

Esta é a 12ª edição desta iniciativa que este ano apresenta uma imagem totalmente renovada e mais atractiva e cujo espaço vai receber livros do grupo Leya (Asa, Caminho, D.Quixote, Gailivro, Texto Editora, Divulgação), Bertrand, Caminho, Campo das Letras, civilização, Dinalivro, Estampa, Kalandraka, Gradiva, Sextante, Terramar, Edições 70, Minutos de Leitura, Pergaminho, Porto Editora, Presença e Verbo.

Para esta edição há ainda outra novidade. Todas as tardes, e mediante marcação, a biblioteca organiza visitas à feira com a animação “Histórias à descrição”, para escolas e jardins-de-infância, que vai levar os mais novos até ao mundo da fantasia. As marcações deverão ser feitas na biblioteca municipal, através do telefone 265619000 ou pelo fax 265613480. As famílias também não foram esquecidas e ao sábado, pais e filhos podem também assistir a esta animação, agendada para as 14h30 e as 16h30.

As portas da feira do livro abrem dia 28, às 10 da manhã, mas a abertura oficial está marcada para as 18h30, com a presença de todo o executivo permanente da câmara.

A abertura da feira do livro vai também receber numa cerimónia aberta a todos os munícipes o lançamento da publicação de 72 páginas que resume a actividade municipal durante 2008 e dá a conhecer alguns dos projectos que vão avançar brevemente.

A 12ª Feira do Livro de Alcácer do Sal estará aberta ao público até dia 13 de Dezembro, de segunda a sexta-feira, das 10 às 12h30 e das 14h30 às 19 horas e, ao sábado, das 10 às 14 horas e das 15 às 19 horas. Esta feira é já uma tradição na cidade, nesta altura do ano, e é uma oportunidade para encontrar um presente de Natal para família e amigos a preços reduzidos
Fonte Site do Municipio de Alcácer do Sal:

quarta-feira, novembro 26, 2008

Alcácer do Sal em finais do século XVIII, segundo um Naturalista Alemão


Referencia Bibliográfica:
M. Link, (1803) Voyage en Portugal, depuis 1797 jusqu´en 1799. (traduit de l´Allemand) Tome Premier, Paris, páginas 111-112

Nous remontâmes de Sado jusqu´à Alcácer do Sal. Les bords de la rivière jusqu´à l´endroit où commencent les Landes d´sertes.
La ville (villa) Alcacer, est composée d´à-peu-près 650 maisons, mas la plupart petites. Elle n´a qu´un Juiz de Fora, et ressort de la Comarca de Sétuval. On prend ordinairement cette route pour aller de Beja à Sétuval, parce qu´on peut faire par eau les huit legoas de Sétuval jusqu´ici.
Aussi embarque-t-on beaucoup de bled du haut Alemtejo, pour Sétuval et Lisbonne.
Une bonne chaussée d´Alcacer à Beja, contribuerait à la prospérité de cette premiére ville. Dans le milieu du quinzième siècle, Alcacer était plus considerable qu´elle ne l´est aujourd´hui.
Prés de la ville, sont les ruines d´un château, fameux Dans l´histoire du Portugal.
Le pays est plat; on ne voit que peu de collines de brêche de sable. D´ici jusqu´A Grandola, nous eûmes trois legoas de Landes dèsertes et sablonneuses, et de florêts de pins, trés-peu de terrein cultivé.

terça-feira, novembro 25, 2008

sábado, outubro 25, 2008

A Ante-estreia em Alcácer do Sal, do Filme " 1ª vez 16 mm"

Alcácer do Sal vai receber a ante-estreia do filme: "1ª Vez 16 mm", do realizador português Rui Goulart. Esta exibição especial está marcada para dia 1 de Novembro, às 22 horas, no Auditório Municipal, e vai contar com a presença do próprio cineasta e de alguns dos actores que participaram na película.A película conta com a participação de actores nacionais e internacionais de renome como Marisa Paredes - de "A Vida é Bela".
O filme teve rodagem em Portugal, nomeadamente na zona do Torrão, em Veneza, Paris e Madrid e relata as atribulações vividas por um jovem e obstinado cineasta antes, durante e depois da rodagem da sua primeira longa-metragem com uma equipa de filmagem constituída essencialmente por estudantes finalistas da Escola Superior de Cinema.Película conta com a participação de actores nacionais e internacionais de renome A película conta com a participação de actores nacionais e internacionais de renome como Marisa Paredes - de "A Vida é Bela", de Roberto Bennini, e celebrizada em películas do espanhol Pedro Almodôvar - João D´Ávila, Adelaide João, António Vitorino de Almeida, Miguel Borges, Ana Afonso e Sofia Fragateiro, entre outros. Produzido pela Chiado Terrasse Filmes, a direcção de fotografia cabe a Alexandre Gonçalves e Vasco Rio Bom e a direcção de som é da responsabilidade de Quintino Bastos, Victor Ribeiro e Eduardo Martines.Depois desta exibição especial em Alcácer do Sal, e antes de entrar nas salas de cinema o filme vai ter ainda uma ante-estreia em Lisboa, no cinema São Jorge, no dia 4 de Novembro."1ª vez 16 mm" é o sétimo filme de Rui Goulart, que tem visto algumas das suas películas serem seleccionadas para os principais festivais de cinema do mundo, nomeadamente para o Festival de Cinema de Veneza. Da sua filmografia fazem parte as películas "Em Obsessão" (1988); "Fábula em Veneza" (1991); "Abstracto" (1997), "Sem Destino" Lisboa Los Angeles" (2000), "Pensão Internacional" (2002) e "Estranhos Dias" (2003)


E Municipio de Alcácer do Sal:

Consulte tambem o espaço on-line do filme em:http://www.1vez16mm.com/Home.html

segunda-feira, outubro 13, 2008

Seminário Internacional sobre o Sal, em Alcácer



Dias 17 e 18 de Outubro, Alcácer do Sal recebe o III Seminário Internacional sobre o Sal Português. Sobre o mote “A paisagem do sal – Tradição e Inovação”, especialistas de diferentes países reúnem-se no auditório municipal da cidade para debater a história e a evolução dos salgados.

Depois de passarem por Aveiro, Figueira da Foz e Leiria, a organização, a cargo da Faculdade de Letras do Porto, escolheu para esta terceira edição um destino mais a Sul. Alcácer do Sal surge assim, acompanhando uma cartografia histórica da paisagem dos centros produtores de sal e do seu comércio, sendo que o estuário do Sado, de Alcácer do Sal até Setúbal, marcou profundamente as rotas internacionais, da Europa à América.

Dada a evolução histórica dos contornos do estuário, este espaço regista uma articulação da exploração do Sal que remonta à Antiguidade Clássica, ou mesmo à Pré-história. A história do salgado articula-se assim com a história da paisagem que o envolve, reflexo da acção do homem, respondendo às exigências dos consumidores e originando formas novas e inovadoras de exploração do sal, sem esquecer os procedimentos artesanais.

Será a partir destas mudanças, da evolução no tempo e no espaço, com novos exploradores, novos produtores e outras exigências, que os participantes irão abordar uma nova perspectiva de estudo: as paisagens do sal.

“A construção humanizada das paisagens húmidas”, “Trajectórias, linguagem do trabalho salícola, produção e mercados”; “Reconstituição das paisagens do sal” e “Os desafios do século XXI – o produto e as áreas de produção, os produtores e os consumidores” são os temas que estarão em debate.

No primeiro dia do seminário, os participantes vão viajar de Galeão do Sal até Bocas de Palma e vão visitar a Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal.

O seminário conta com o apoio da Câmara Municipal de Alcácer do Sal e os interessados poderão inscrever-se junto do Gabinete de Eventos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, mediante o pagamento de 5 e 15 euros, para estudantes e não estudantes, respectivamente.
Mais informações com Drª Fátima Lisboa - Gabinete de Eventos da FLUP – geci@letras.up.pt ou pelo telefone 22 6077123.
Texto do Site do Município de Alcácer